apics scm now

Aquecedores de água, volantes de automóveis e ervilhas congeladas: esses itens aparentemente diferentes têm o recall em comum. E, de acordo com The Seattle Times, eles são apenas alguns exemplos dos milhares de recalls que os fabricantes fizeram no ano passado. "O dilúvio não dá mostras de diminuir", escreve Stacy Cowley. "Em praticamente todas as categorias de produtos, o âmbito e a complexidade dos recalls estão aumentando."

O artigo informa os números dos Estados Unidos. No setor de automóveis, 51 milhões de veículos tiveram recall no ano passado, o que representa três vezes mais do que a quantidade vendida. Os recalls de alimentos dobraram anualmente desde 2002. E a Comissão de segurança de produtos de consumo anuncia no mínimo um recall por dia.

Duas tendências são responsáveis pelo aumento do número de recalls. Primeiramente, a segurança das pessoas está recebendo mais atenção. "Alguns fabricantes sempre seguirão atalhos ou cometerão erros, mas ferramentas de detecção melhores e normas de segurança mais rigorosas permitem que os problemas que antes não eram detectados sejam agora descobertos e rastreados até a origem com mais frequência", escreve Cowley.

Em segundo lugar, os fabricantes operam em um ambiente consolidado e muitos deles, nos mesmos setores ou em setores relacionados, compartilham fornecedores. Isso significa que os recalls estão mais disseminados e complicados. Por exemplo, o recall de air bags da Takata, que afetou 14 montadoras de automóveis e um em cada quatro carros nas ruas dos Estados Unidos.

"A correção é complicada e envolve somas vultosas", escreve Cowley. Considere que os executivos da Honda podem optar por lidar com o recall de air bags dos CR-Vs 2011 de modo diferente ao adotado pela Ford para o mesmo recall dos Fusions 2008.

O artigo salienta que as empresas devem trabalhar com afinco para identificar os problemas e comunicá-los aos clientes. "Isso coloca o ônus sobre os fabricantes, que devem ser agressivos e criativos para atingir seus clientes", escreve Cowley. A rastreabilidade permite aos fabricantes usar mais do que cartas pelos correios; eles também podem atingir os clientes por meio de e-mails, telefonemas e mensagens de texto.

Minimizando o estrago do recall

Considere a importância da logística reversa ao gerenciar vários tipos de recalls. A logística reversa é definida da seguinte forma no Dicionário da APICS, 14ª Edição: "Uma cadeia de suprimentos completa dedicada ao fluxo reverso de produtos e materiais com o propósito de devolução, reparo, remanufatura e/ou reciclagem". 

A história de capa da revista da APICS de maio/junho de 2016 é dedicada ao tema da proteção dos clientes, da empresa e da marca diante de um recall de produto. A editora-chefe Elizabeth Rennie descobriu que muitas vezes os recalls de produtos são necessários devido a erros de funcionários. Outros motivos incluem a falta de manutenção preventiva e preditiva, patógenos nas roupas ou nos calçados dos funcionários e testes insuficientes da qualidade da água. Rennie destaca as estratégias que empresas como Blue Bell Creameries e Trek Bicycle adotaram para gerenciar e manter o ritmo durante todo o recall do produto. A revista da 

APICS oferece conteúdo valioso em cada edição. Acesse apics.org/magazine para saber das novidades. Para mergulhar ainda mais fundo na edição, faça o download do aplicativo para tablet da revista da APICS, que está repleto de conteúdo digital exclusivo. Procure por "APICS mag" naApp Store ou no Google Play.