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As Sete Maravilhas do Mundo incluem A Grande Pirâmide de Gizé, no Egito, o Templo de Ártemis, em Éfeso, na Turquia, e os Jardins Suspensos da Babilônia, no Iraque. O mundo moderno tem suas próprias maravilhas. De acordo com a Associação Americana de Engenheiros Civis, o Canal do Panamá é uma delas. Sua expansão foi inaugurada no dia 26 de junho e The Wall Street Journal informa que essa melhoria é essencial para o comércio ocidental em termos econômicos no longo prazo. O canal acomoda cerca de um terço do comércio entre a Ásia e as Américas, mas precisava de atualizações de infraestrutura para acompanhar as últimas tendências de transporte. 

"Enquanto o setor de transporte enfrenta a crise, as grandes empresas de transporte estão agrupando seus recursos e usando menos navios, os quais, em compensação, são muito maiores, mas grandes demais para passar pelo Canal do Panamá antes da expansão”, escrevem Costas Paris, Robbie Whelan e Kejal Vyas.

Eis alguns detalhes, de acordo com The Wall Street Journal:

  • A expansão permite que o canal atinja mais que o dobro de sua capacidade.
  • O projeto levou nove anos e custou US$ 5,4 bilhões.
  • Após a abertura, a terceira via do canal acomodará navios com capacidade até 14.000 contêineres. No momento, o canal acomoda somente navios com no máximo 5.000 contêineres.
  • Mesmo com a expansão, o canal não conseguirá receber os maiores navios do mundo, os quais transportam até 20.000 contêineres.

"A expansão era essencial para que o Canal do Panamá continuasse a exercer seu papel fundamental no comércio mundial", concluem os autores. "No setor de transporte, o suprimento excede a demanda em aproximadamente 30% e as taxas de frete mal cobrem os custos com combustível. Devido ao uso de navios maiores e mais eficientes, muitos dos navios menores produzidos sob medida para o Canal do Panamá se tornarão obsoletos em breve. O Canal do Panamá tinha que ser expandido para continuar agilizando o comércio para a Costa Leste dos Estados Unidos e diminuir os custos para os transportadores, além de, ao longo do tempo, retirar a pressão sobre os portos da Costa Oeste."

Os portos de Baltimore, em Maryland, Miami, na Flórida, e Norfolk, na Virgínia (Estados Unidos), estão prontos para receber navios maiores, ao contrário de outros portos. Paul Bingham, economista da área de portos do EDR Group, diz no artigo que projetos de dragagem ainda estão em andamento nos portos de Savannah, na Geórgia, e de Charleston, na Carolina do Sul (Estados Unidos). Profundidade é uma limitação; altura, outra. No porto de Nova York e Nova Jersey, a ponte Bayonne impede que grandes navios tenham acesso aos três maiores terminais do porto.

Além dos portos da Costa Leste, os especialistas estão preocupados com a infraestrutura do Canal do Panamá expandido. Um artigo do The New York Times destaca um desafio mais essencial: a segurança da expansão. "Em termos simples, para ser bem-sucedido o novo canal precisa de água suficiente, concreto durável e comportas grandes o suficiente para acomodar com segurança os navios maiores", escrevem Walt Bogdanich, Jacqueline Williams e Ana Graciela Méndez. "Em nenhum desses três aspectos, o canal atendeu às expectativas, de acordo com dezenas de entrevistas com prestadores de serviços, trabalhadores do canal, especialistas em transporte marítimo e diplomatas, além da análise dos registros públicos e internos."

Por exemplo, um dos maiores riscos, afirmam os jornalistas, é o concreto que reveste as paredes das seis comportas enormes que conectam os dois oceanos. Os orçamentos do projeto para esse concreto e seu reforço de aço foram 71 por cento menores do que a segunda proposta mais baixa para o projeto. No último verão, a água começou a se infiltrar no concreto em alguns lugares e a jorrar em outros.

"Agora as comportas estão remendadas e sua inauguração está próxima. Mas nos círculos panamenhos, onde as pessoas conversam e se preocupam com o canal, não há unanimidade sobre o que exatamente deu errado e o que deveria ter sido feito."

Logística e risco

Ponderar o risco é parte fundamental de tudo que os profissionais de gestão da cadeia de suprimentos encontram. Por exemplo, considere o escopo do "projeto de rede logística", conforme descrito no manual do exame Certified in Logistics, Transportation and Distribution (Certificação em Logística, Transporte e Distribuição, CLTD): "O projeto da rede de armazéns e vias de transporte permite que as mercadorias sejam fornecidas no local e no horário exigidos da forma mais eficaz. Isso inclui a escolha do melhor em termos de número, localização e tipo de armazém com base no uso de ferramentas manuais e automáticas para apoiar as decisões. A gestão de riscos permite que os profissionais de logística determinem como podem ajudar a minimizar a incerteza e produzir resultados organizacionais mais confiáveis."

Em 1º de julho, a APICS lançará seu novo sistema de aprendizagem CLTD, que coloca os indivíduos em um caminho pessoal para alcançar sucesso no exame CLTD. Uma demonstração gratuita on-line está disponível aqui. Você pode obter mais informações sobre a nova certificação e seu sistema de aprendizagem durante os seminários gratuitos pela internet no dia 28 de junho às 9h e às 13h, horário da região central dos EUA. Acesse o site da APICS para obter mais informações.