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Com um vislumbre do que o futuro reserva para a gestão de operações e cadeia de suprimentos, o Centro de Transporte e Logística (Center for Transportation & Logistics) do Massachusetts Institute of Technology (MIT) realizou sua 11a conferência anual Crossroads na semana passada. A conferência destacou as inovações emergentes e como elas se relacionam com a gestão da cadeia de suprimentos. Tivemos a oportunidade de enviar um membro da equipe da APICS, que apresenta o relatório a seguir.

Primeiro, o grupo ouviu Donald Sadoway, professor de química dos materiais no John F. Elliott do MIT .

Sadoway discutiu o avanço da revolução energética por meio do armazenamento de energia. “Sem eletricidade, você não tem nada”, disse ele. “Essa é a primeira cadeia de suprimentos com a qual temos de lidar e o armazenamento é a peça que falta”.

Sadoway enfatizou a importância do armazenamento — baterias, em sua pesquisa — indo tão longe a ponto de chamá-lo de “salvação”. Por quê? Segundo ele, isso reduz muito o investimento, é um alívio imediato para os contribuintes e aumenta a segurança por meio da descentralização da geração e da distribuição. Em seu trabalho, Sadoway e sua equipe estão desenvolvendo baterias que utilizam elementos abundantes na terra, ao contrário das baterias de lítio, e que são fáceis de fabricar. Além disso, elas são livres de emissões e desenvolvidas para os mercados locais.

“Se você quiser fazer algo muito barato, use o lixo ... de preferência, o lixo  local”, disse Sadoway.

Em seguida, os participantes ouviram Saurabh Amin, professor adjunto de engenharia civil e ambiental do MIT. Amin concentrou-se no risco e na proteção de redes físicas de grande porte, tais como sistemas de água, redes de eletricidade e cadeias de suprimentos globais.

Amin salientou os mitos que existem atualmente em termos de operações: falhas de confiabilidade e segurança são fundamentalmente diferentes, ataques cibernéticos podem ser tratados da mesma forma que falhas aleatórias, soluções de segurança de tecnologia da informação são suficientes e entidades privadas têm incentivos adequados para investir em sua própria segurança.

Em vez disso, a pesquisa de Amin e seus colegas se concentra em criar uma gestão de operações resiliente, o que inclui a alocação adequada de recursos, dentre eles a implantação e expedição de unidades de resposta; e o controle proativo, que cobre a incorporação de precursores de incidentes no circuito de controle e evita operações próximas à capacidade máxima.

Ao se concentrar em logística urbana, agora e no futuro, Edgar Blanco, diretor de pesquisa do Centro de Transporte e Logística do MIT apresentou algumas ideias revolucionárias. Alguns dos avanços já estão acontecendo. Por exemplo, em Boston, a UberChowder oferece aos clientes a sopa de mariscos da Nova Inglaterra da Legal Seafoods e a entrega via Uber mediante pedido.

Na verdade, Blanco citou serviços atuais, como Uber, Instacart e Postmates, combinados com sensores de última geração, como GPS, câmeras e Wi-Fi, numa alusão ao futuro das soluções logísticas de crowdsourcing. Ele ressaltou que os drones não serão a resposta aos desafios de entrega. Em vez disso, “Uber é a nova maneira de fazer logística”, comentou ele. Ele ainda sugere que as bicicletas dos serviços de compartilhamento poderiam transportar produtos, em vez de pessoas, fora dos horários de pico. 

O tema da discussão de A. John Hart foi sobre algo que escrevo muito aqui – impressão 3-D, embora Hart diga que ela avançou para a próxima fase, chamada de “fabricação aditiva”. Hart é professor associado de engenharia mecânica do MIT. Considere que, se a usinagem é uma “fabricação subtrativa”, o depósito de camada por camada de material é uma “fabricação aditiva”. Hart diz que a fabricação aditiva está crescendo devido a melhorias de software, qualidade, mais materiais imprimíveis, vencimento de patentes e impulso coletivo geral por trás da tecnologia.

Hart adverte que há muita especulação em torno da fabricação aditiva. “Ela é muito lenta, não importa se é uma impressora de mesa ou industrial”. Ainda assim, ela pode ser bastante adequada para processos industriais, inclusive prototipagem rápida, produção de geometrias complexas, execuções aceleradas, consolidação de peças e produção descentralizada.

Por fim, o público ouviu Peter Gloor, cientista pesquisador do Centro de Inteligência Coletiva (Center for Collective Intelligence) do MIT. Gloor discutiu as redes colaborativas de inovação (COIN, collaborative innovation networks), que são equipes virtuais de pessoas automotivadas, com uma visão coletiva, que podem colaborar, por meio da tecnologia, na realização de um objetivo comum – inovação – ao compartilhar ideias, informações e trabalho. 

Preparando-se para o futuro

Todas as ideias delineadas no Crossroads 2015 têm a capacidade de proporcionar enorme influência sobre a gestão de operações e cadeia de suprimentos. Por exemplo, considere a segunda definição de prototipagem rápida do Dicionário APICS e como ela se relaciona com a fabricação aditiva: “A transformação de desenhos de sistema em protótipos de sistema de computador que os usuários podem experimentar para determinar a adequação do projeto a fim de atender às suas necessidades”. A fabricação aditiva leva o protótipo do computador para o mundo físico, tornando o seu potencial revolucionário.

Com sua educação e certificação, a APICS é a principal associação apresentando padrões de gestão de operações e cadeia de suprimentos. Além disso, a APICS, por meio de conferências, publicações e networking, também proporciona oportunidades para debater o futuro da profissão. Como você está se preparando para o futuro? A APICS pode ajudar. Visite o site apics.org para descobrir o que podemos fazer por você.

 

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